17/01/2004

Bom, mudei o layout. Espero que quem não tava conseguindo salvar as fotos consiga agora. =) Republiquei o blog todo, então quem quiser salvar as fotos mais antigas é só ir nos arquivos. =)

Uma fotinho bobinha pra comemorar. EEEEE!!!


Bá :: 10:16 PM
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16/01/2004

HOLLYWOOD ROCK 1994 - parte 2
Olha só, em 1994 a MTV ainda era legal e titãs fazia rock... saudades desse tempo.... Todas as matérias desse post vieram da Folha de São Paulo.

03/01/94

Autor: GABRIEL BASTOS JUNIOR
Editoria: FOLHATEEN Página: 6-7
Edição: Nacional JAN 3, 1994
Seção: MUSICÁLIA
Legenda Foto: A banda é uma das principais atrações do Hollywood Rock, onde se apresenta na primeira noite, com Poison e Titãs
Crédito Foto: Divulgação


AEROSMITH
Com quase 25 anos de estrada, o grupo promete detonar na primeira visita ao Brasil
GABRIEL BASTOS JUNIOR
Da Reportagem Local

Uma história de 23 anos, 11 álbuns e incansáveis turnês mundiais. O currículo do Aerosmith fala por si e a banda certamente é o nome internacional mais importante na programação do Hollywood Rock.

Eles tocam na primeira noite do festival, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que eles vêm à América do Sul, o que já teria acontecido se as viagens dependessem só dos músicos.

Durante entrevista exclusiva ao Folhateen, concedida por telefone de suas respectivas casas em Boston (Massachusetts, costa leste dos EUA), o baixista Tom Hamilton e o vocalista Steven Tyler falaram do tesão de excursionar, da ansiedade de vir ao Brasil e da reviravolta que foi para a banda deixar as drogas.

Eles ainda aproveitaram para perguntar sobre as mulheres e as bandas brasileiras, das quais não têm nenhuma informação. Por exemplo, ambos conheciam o Sepultura, mas podiam jurar que o grupo era alemão.


Folha - Quando vocês chegarem por aqui vai ser pleno verão. A mudança de clima não incomoda?
Steven Tyler - Não, eu estou ansioso por isso. Espero que meus dentes rachem com a mudança. Não vejo a hora de chegar à América do Sul. As pessoas perguntam por que demoramos tanto para ir aos lugares, mas às vezes custa US$ 20 mil para irmos do ponto A ao ponto B. É tanta coisa envolvida que não depende só de nós.

Folha - Subir em palcos desconhecidos dá o mesmo medo do início de carreira?
Steven - Troque a palavra medo por calafrio. Você sente um calafrio e esse é o tipo de coisa que às vezes é desconfortável, mas outras vezes é ótimo.

Tom Hamilton - As vezes eu acordo no meio da noite para fazer um xixi e me pergunto: "Isto é real? Eu realmente faço isto?" Mas esta é a única coisa na vida que realmente sei fazer. Depois de todos estes anos continua parecendo irreal quando estamos excursionando pelo mundo, mas é uma coisa que construímos naturalmente.

Folha - Sendo a primeira vez que vêm ao Brasil, o show será diferente ou apenas um show padrão da turnê?
Steven - Não existe um show padrão da turnê. Mudamos muito as músicas em cada show. Tocamos algumas músicas do "Get a Grip" e desencavamos umas coisas mais antigas. Procuramos saber o que a moçada está ouvindo.

Folha - Algumas de suas músicas antigas fizeram bastante sucesso por aqui quando foram regravadas –"Walk This Way", com Run DMC, e "Dream On", na versão orquestrada. O que vocês acham destas regravações?
Steven - Acho ótimo, dá um sopro de vida à música. São versões completamente novas.

Tom - Quando ouvi a versão de "Dream On" com a orquestra ao fundo achei que finalmente estava ouvindo a música como ela deveria ser. É bom pegar uma música que tocamos há anos e dar a ela um sentido completamente diferente.

Folha - Por que a banda se separou e como foi a volta?
Steven - Foi tudo besteira, nada é tão importante quanto manter a banda unida. Nós estávamos brigando por causa de mulheres, drogas e as merdas de sempre. Demorou três ou quatro anos para olharmos um para a cara do outro e conversarmos.

Folha - Vocês hoje fazem o papel de uma banda careta...
Steven - Nós não fazemos o papel de caretas. A única coisa que o Aerosmith é hoje é um bando de doidões que não se drogam mais. Eu sou um cara com muita energia e as drogas estavam me tirando isso. Mas na hora você não percebe. Hoje eu ainda ando por aí agitando como se estivesse cheirando coca, mas estou limpo.

Tom - A gente costumava se drogar pouco no início da banda porque não tínhamos grana para muita coisa. Quando começamos a ganhar dinheiro, passamos a nos acabar de tanta droga à noite em vez de pensar no ensaio do dia seguinte.

Folha - Então a banda melhorou depois da mudança?
Steven - Agora somos capazes de compor novamente. Não estávamos escrevendo nada. Tínhamos nos tornado viciados profissionais em vez de músicos profissionais.

Folha - Embora vocês sejam conhecidos como uma banda de Boston, tudo começou de fato em Sunapee, New Hampshire (costa leste dos EUA). Como vocês se sentem saindo de uma cidade mínima e tocando no mundo inteiro?
Steven - Seria a mesma coisa se morássemos em Nova York ou Hong Kong. Nada se compara com estar em turnê, independente de você vir de uma cidade grande ou de um vilarejo perdido no mato.

Tom - Eu cresci em New Hampshire e na época tudo que queria era sair de lá e ir para Boston. Mas é estranho que você tenha tocado no assunto porque estive lá há poucos dias, o que me fez lembrar de quando a banda começou. Havia um clube chamado The Barn (O Celeiro) onde costumávamos tocar e ele ainda está lá. É impressionante. É uma coisa que ainda viajo em cima quando penso.


08/01/94

Autor: ALEX ANTUNES
Editoria: CADERNO ESPECIAL Página: Especial - 2
Edição: Nacional JAN 8, 1994
Observações: FOLHA ROCK
Seção: COLUNÃO


O NÚMERO
19 anos é a idade de Gabriel, o Pensador ("née" Gabriel Contino a 4 de março de 1974), o convidado mais jovem a pisar os palcos desta temporada internacional. O mais velho? Não, não é Robert Plant, como poderia parecer. O ex-vocalista do Led Zeppelin tem 45 anos: nasceu a 20 de agosto de 1948. E portanto perde para Steve Tyler –aliás, Steven Talarico– do Aerosmith, nascido no mesmo ano, mas cinco meses antes, a 26 de março. Só que ambos perdem para Jorge Duílio Lima Menezes, o nosso Jorge Ben Jor, do alto de seus gloriosos 51 anos (incompletos). O primeiro disco dele, o fenomenal "Samba Esquema Novo", foi lançado em 1963, quando os dois guris do hard rock ainda tinham 15 aninhos...


09/01/94

Autor: BIA ABRAMO
Editoria: REVISTA FOLHA Página: 17
Edição: Nacional JAN 9, 1994
Seção: ROTEIRO
Crédito Foto: DIVULGAÇÃO


Festival de Rock veterano

Nesta quinta edição do Hollywood Rock, a organização resolveu apostar nos veteranos, em vez das novidades fresquinhas do ano passado. Na ala internacional, até que o repertório é coerente com o revival anos 70 que assolou o mundo em 1993: os destaques são o hard rock afiado do Aerosmith (foto acima) e o fóssil vivo Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin, uma das maiores bandas de rock'n'roll de todos os tempos. Prato cheio para saudosistas de todas as idades. Os brasileiros, quem diria, ajudam a salvar _ e não a afundar, como de costume _ a pátria. O cinquentão predileto dos teen, Jorge Ben Jor, é garantia de quadris sacolejantes e diversão. O grupo brasileiro Sepultura, reforço de última hora mais do que oportuno e bem-vindo, é uma atração que não faria feio em nenhum festival de rock internacional que mereça esse nome. Há três anos sem tocar no Brasil, o trio mais thrash do planeta vai sacudir o Morumbi.

De resto, até mesmo a própria Whitney Houston deve estar se perguntando o que vai fazer num festival que tem rock no título, uma vez que sua música oscila entre o adocicado e o meloso. Já o Poison vai ter problemas para sustentar seu metal fingido perto de Aerosmith e Sepultura. Com uma escalação assim (a lista se completa com o desconhecido Live e o descartável Ugly Kid Joe), as atrações brasileiras prometem muito mais. Tem a candidata a rainha das pistas de dança para fazer coro a Ben Jor, Fernandinha Abreu, o novato Skank com seu reggae made in Minas e os Titãs, em sua fase suja e malvada.


14/01/94

Editoria: COTIDIANO Página: 3-4
Edição: Nacional Tamanho: G 199JAN 14, 1994
Legenda Foto: Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, no ônibus que levou a banda ao Maksoud Plaza
Crédito Foto: Juca Varella/Folha Imagem


Aerosmith e Plant chegam a São Paulo
Da Redação

As principais atrações das duas primeiras noites do Hollywood Rock chegaram a São Paulo no final da manhã de ontem. O cantor inglês Robert Plant foi o primeiro a chegar, às 10h08, vestindo camisa e calças brancas, blazer bege e carregando uma bolsa. Plant tinha parte de seus longos cabelos presos por um rabo-de-cavalo.

Acompanhado por membros de sua banda e de sua equipe de produção, o cantor passou pela área de desembarque do aeroporto de Guarulhos rapidamente, sem acenar para os cerca de 30 fãs que lá se aglomeravam nem falar com os jornalistas presentes.

Os membros da banda norte-americana Aerosmith desembarcaram em Guarulhos às 11h09. Os primeiros a aparecerem na área de desembarque foram o guitarrista Brad Whitford e o vocalista Steven Tyler, seguidos pelos outros três membros do grupo. Tyler vestia uma colorida camisa florida, calça jeans colante e botas de couro.

Logo depois, o vocalista e o guitarrista Joe Perry deram autógrafos aos fãs que aguardavam a banda no local. Depois de posar para fotos e dar rápidas entrevistas somente para duas emissoras de TV, os membros da banda partiram para o hotel Maksoud Plaza.


15/01/94

Autor: JOYCE PASCOWITCH
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-2
Edição: Nacional Tamanho: M 139JAN 15, 1994
Seção: JOYCE PASCOWITCH
Observações: CONTINUAÇÃO


(...)
Palmeira
Uma das atrações do Hollywood Rock, Steven Tyler –vocalista do Aerosmith– ganhou cuidados especiais no Odeon –point oficial para as after hours.
Como o rapaz não bebe alcóol, os irmãos Waligora reforçaram o bar com acerola, cupuaçu e outras frutas brasileiras.
Para abastecer o ilustre convidado com uma coleção de sucos exóticos.


16/01/94

Autor: HÉLIO GOMES
Editoria: BRASIL Página: 1-17
Edição: Nacional Tamanho: G 222JAN 16, 1994
Legenda Foto: O vocalista Steven Tyler no show do Aerosmtih sexta
Crédito Foto: Cesar Itiberê/Folha Imagem


Aerosmith é o dono da primeira noite
HÉLIO GOMES
Da Redação

O show do Aerosmith, que fechou a primeira noite do Hollywood Rock 94 em São Paulo anteontem, foi um espetáculo de rock'n'roll, no sentido puro da expressão: volume, provocação e pique. Depois do aquecimento feito pelos Titãs e da gelada caricata do Poison, o grupo mostrou que sabe fazer muito bem o que aprendeu em 20 anos de estrada. O Aerosmith foi o dono da noite, apesar do cansaço inevitável.
O show começou às 23h32, com a música "Eat the Rich", puro hard rock. O público respondeu imediatamente às provocações de Steven Tyler. O vocalista domina o palco, simulando uma boa transada, fazendo malabarismos com o pedestal de seu microfone ou duelando com os dois guitarristas da banda, Brad Whitford e Joe Perry.
Joe "Fucking" Perry –como o apresentou Tyler– é um assunto à parte. O guitarrista apresenta uma desenvoltura impressionante no palco, caminhando entre o mais puro blues (cantou sozinho "Manish Boy", de Muddy Waters), e o hard rock repleto de sujeira.
O melhor do show foi o bis. Depois de quase duas horas, o grupo voltou para arrasar com seus três maiores sucessos: "Dream On", "Living On the Edge" e a manjadíssima "Walk This Way". No balanço final, valeu a canseira. O Aerosmith provou ser uma senhora banda de rock'n'roll.


18/01/94

Autor: ALEX ANTUNES
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-5
Edição: Nacional Tamanho: G 351JAN 18, 1994
Legenda Foto: Samuel, vocalista da banda Skank, Jorge Ben Jor e Fernanda Abreu nos camarins do Hollywood Rock na última noite
Crédito Foto: Otavio Dias de Oliveira/Folha Imagem
Chapéu: HOLLYWOOD ROCK 94


Brasileiros e veteranos levantaram festival
ALEX ANTUNES
Especial para a Folha

São Jorge Ben foi "desplugado", e retirado do palco do Hollywood Rock. Não conseguiu tocar as quatro últimas músicas previstas para seu bis ("Alkohol", "Engenho de de Dentro", "Cowboy Jorge", "Taj Mahal'). Tudo para que entrasse a chatinha Whitney Houston.

O Sepultura foi programado, desprogramado, reprogramado. Estressados com os problemas de som (que com certeza não costumam enfrentar em suas turnês no Primeiro Mundo), ameaçaram abandonar o palco duas vezes. Foi só com muita garra que conseguiram acabar –e bem– o show.

São sintomas do desentendimento que dominou a programação deste ano. Foi notável a incapacidade de trazer bandas internacionais "contemporâneas" com o impacto do Nirvana, Chili Peppers, L7 ou Living Colour –insistentemente citados, numa enquete informal realizada pela reportagem da Folhaentre o público, como shows que marcaram. É de duvidar que o inexpressivo Live ou o meia-bomba Ugly Kid Joe sejam lembrados, no ano que vem. Poison? Nem brinque.

A responsabilidade sobrou para os velhinhos Plant e Aerosmith –que, diga-se de passagem, desincumbiram-se com a maior dignidade. Tudo isso para constatar que, com uma ou duas substuições, ou apenas com alterações na ordem das apresentações, o festival poderia ter sido bem melhor.

Insisto em que a melhor das três noites –a mais coesa, menos conturbada, com o maior número de atrações realmente legais– foi a terceira. Aí, o equívoco de escalação (Whitney fechando) pelo menos permitiu que a moçada fosse embora mais cedo.
A trindade

A terceira noite, aliás, foi emblemática: o encontro de três gerações do pop nacional. Fernandinha, Ben Jor e Skank não se poupam elogios mútuos, e deixaram a imagem aí em cima como lembrança. Whitney pareceu outro show, outra noite, outro lugar.
Skank, Fernandinha e Ben Jor dão shows bem diferentes. Os mineiros mais diretos, engraçados e animadinhos. Levantaram a platéia. Fernanda esbanjou sofisticação, das coreografias coletivas à utilização de imagens editadas de clipes no telão. Queixos caíram. E Ben Jor é Ben Jor, pronto. Uma noite completa. Os três mereciam da organização pelo menos o tratamento que tiveram do público.


18/01/94

Autor: ZECA CAMARGO
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-4
Edição: Nacional Tamanho: M 66JAN 18, 1994
Vinheta: AVANTE


MAIS SINAIS

No clima sempre histérico dos bastidores de um festival como o Hollywood Rock, tem sempre a sutil disputa entre crachás: quem tem o mais poderoso? Na última sexta-feira, um segurança do Aerosmith acabou com qualquer disputa. O crachá que ele trazia pendurado não dizia nem "backstage", nem "palco", nem "all access". A mensagem era simplesmente "wherever I need to go", ou "onde eu precisar ir".


21/01/94

Autor: MARCELO MIGLIACCIO
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-7
Edição: Nacional Tamanho: G 244JAN 21, 1994
Chapéu: ACONTECE NO RIO


Hollywood Rock faz folia no Sambódromo
Da Sucursal do Rio

Em meio à polêmica sobre a construção dos camarotes adicionais para o Carnaval 94, embargada pela Justiça anteontem após reclamações do arquiteto Oscar Niemeyer, o Sambódromo recebe hoje, na Praça da Apoteose, Titãs, Poison e Aerosmith. Aperitivo ao êxtase carnavalesco, a abertura da etapa carioca do Hollywood Rock começa às 20h. Foram colocados a venda 45 mil ingressos.

Para reduzir os riscos de tumulto, os organizadores modificaram os acessos à pista e às arquibancadas. Os portões serão abertos às 18h. Amanhã e no domingo, os shows começam às 19h30 (portões abertos duas horas antes).

O prefeito César Maia usou o tamanho do palco construído para os shows de rock para alimentar a polêmica em relação aos camarotes adicionais do Carnaval. Ao se manifestar sobre as críticas de Niemeyer (autor do projeto do Sambódromo) aos novos camarotes, o prefeito lembrou que o palco original da Praça da Apoteose é muito menor do que o que foi erguido para o Hollywood Rock. "Porque só reclamam dos nossos camarotes?", indagou.

Enquanto aguardam a hora de entrar no palco, os astros internacionais se divertem de maneiras diferentes no Rio. Whitney Houston foi apresentada à caipirinha na piscina do hotel e gostou. Robert Plant fugiu para as praias de Búzios e os junkies do Aerosmith preferiram oxigenar os pulmões na floresta da Tijuca. Mais modesta, a turma do Skank tietou o dinossauro do Led Zeppelin o quanto pôde. (MM)


23/01/94

Autor: MARIA ESTER MARTINHO
Editoria: TV FOLHA Página: 14
Edição: Nacional Tamanho: G 433JAN 23, 1994
Legenda Foto: Zeca Camargo entrevista Robert Plant e banda durante o Hollywood Rock, dia 15
Crédito Foto: Everton Ballardin/Folha Imagem
Vinheta: CRÍTICA


MTV mostra que vantagem leva na hora de cobrir rock ao vivo
MARIA ESTER MARTINHO
Editora do TV Folha

Na última edição da Revista da Folha, o diretor teatral José Celso Martinez Corrêa dizia que o que mais gosta de ver na TV é "qualquer coisa com transmissão direta". Mais que uma opinião pessoal, expressava a compreensão do momento em que a TV se transcende. Ao vivo, até um ônibus cruzando São Paulo é uma sensação. Afinal, o ônibus leva o Vitória para disputar, em poucas horas, a final do Campeonato Brasileiro de futebol. E isto está acontecendo ali, agora.

O toque de Midas da transmissão ao vivo –o mesmo que a Bandeirantes usou naquele domingo, 19 de dezembro de 93– beneficiou, na última semana, a cobertura da MTV da fase paulista do Hollywod Rock. Graças a um acordo comercial com a Souza Cruz, patrocinadora do evento, a emissora teve flashes do festival de 19h a 1h, sexta, sábado e domingo.

Foi um lance de esperteza. Na hora de transmitir ao vivo eventos pertinentes a sua área, a TV segmentada, por menor que seja, leva incrível vantagem sobre a megaconcorrência. Primeiro, porque tem tempo para o tema –o que o público da MTV queria, no último fim-de-semana, além de Hollywood Rock?

Segundo, porque tem conhecimento de causa. Sabe que a designação predileta de Maurício Kubrusly para as subespécies de hard-rock –"rock pauleira"– é insuficiente. No caso da música pop, isto faz um mundo de diferença –ou a Globo não teria se apressado em colocar Thunderbird na cobertura da fase carioca.

São armas simples –mas imbatíveis. Como a absoluta informalidade, que dispensa passagens empoladas e chavões do gênero "a festa não tem hora para terminar". Como o esquema montado para a cobertura: entrevistas de bastidores, VJs no gramado, imagens dos shows.

Com isto –e uma miniTV na mão que parecia gritar "Estamos ao vivo!"– VJs e jornalistas da MTV fizeram a cobertura pop ao vivo mais decente que o público de TV brasile ro já viu.
Não que tenha sido sensacional. Continuamos a milhas do jornalismo editorializado e iconoclasta patenteado pela matriz americana. No gramado, Fabio Massari, Edgard e Gastão preferiram entrevistar um ao outro que o público –ignorado na cobertura.

Mas quem, além da MTV, enfrentaria o Aerosmith para uma entrevista dois minutos antes de seu show? Quem daria o microfone para os Titãs vociferarem contra a organização do festival? Quem estava lá quando Max Cavallera foi detido, depois de pisotear a bandeira nacional no show do Sepultura?
Alguém aí disse Cristina Franco?


25/01/94

Autor: MÁRIO MOREIRA
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-5
Edição: Nacional Tamanho: G 355JAN 25, 1994


HR confirma Ben Jor como maior estrela
MÁRIO MOREIRA
Da Sucursal do Rio

Jorge Ben Jor confirmou sua condição de maior estrela atual da MPB na noite de domingo, no encerramento da fase carioca do 5.º Hollywood Rock. Ele fez a praça da Apoteose literalmente tremer em uma hora e cinco minutos de show, com hits como "W/Brasil", "País Tropical" e "Fio Maravilha", causando um delírio coletivo.

A decepção da noite ficou por conta de Whitney Houston, que com uma apresentação arrastada provocou a debandada de boa parte das cerca de 50 mil pessoas (segundo a organização) que praticamente lotaram a Apoteose. A cantora foi vaiada durante um medley que incluía cinco músicas românticas e quase chorou. Whitney foi consolada pelo marido, o também cantor Bobby Brown, que subiu ao palco e lhe deu um longo beijo na boca.

Depois de Ben Jor, a apresentação mais aplaudida do domingo foi a do grupo de reggae Skank. Os músicos mineiros puseram a platéia para mexer o corpo ao ritmo caribenho. Além das suas composições, o Skank tocou "Andar com Fé", de Gilberto Gil, e a nordestina "Mulher Rendeira" com uma levada reggae.

Quanto a Fernanda Abreu, a reação do público foi mais discreta. Seu ritmo disco não chegou a empolgar, mas também não provocou insatisfação.

No cômputo geral, o público carioca consagrou os artistas de maior nome –Skank, a revelação, e Whitney Houston, a decepção, constituíram as exceções. Jorge Ben Jor (em primeiro plano), Robert Plant, Aerosmith, Titãs e Sepultura foram os destaques, com apresentações muito bem recebidas. Os demais artistas –Poison, Live, Ugly Kid Joe e Fernanda Abreu– praticamente fizeram figuração.

Plant e o Aerosmith mostraram o quanto o legítimo rock'n'roll dos anos 60 e 70 ainda possui adeptos, mesmo entre a platéia predominantemente adolescente que compareceu à praça da Apoteose nas três noites de festival. Já os Titãs e o Sepultura deixaram claro que o rock pesado vai ganhando um espaço significativo na preferência musical da juventude brasileira.

Quanto ao comportamento do público, as temidas confusões entre tribos hostis restringiram-se a brigas localizadas. O dia mais tranquilo acabou sendo o sábado, quando os metaleiros mostraram surpreendente serenidade.

Bá :: 1:39 AM
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Como o sistema de procura da Folha de São Paulo é diferente, não dá pra pôr o link de retorno aqui, mas não faz mal... Outra coisa que eu odiei: nos arquivos da Folha não tem as fotos ¬¬" Bom, pelo menos uma coisa boa: como no início de cada arquivo tem tipo uma "ficha" do que se trata, posso deixar aqui só a parte que nos interessa. =) Esse post tem reportagens de 1994 envolvendo Aerosmith (e até uma entrevista com a Liv, que estava em começo de carreira).


28/01/94

Autor: HUMBERTO SACCOMANDI
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-4
Edição: Nacional Tamanho: G 623JAN 28, 1994
Seção: + TEEN
Legenda Foto: A dupla e o grupo de rock Aerosmith durante o festival promovido pela dupla; Mike Myers (esqu.) é Wayne e Dana Carvey, como Garth em 'Quanto Mais Idiotas Melhor 2'
Crédito Foto: Fotos Divulgação
Assuntos Principais: ENTREVISTA


(...)Folha - Como foi trabalhar com o Aerosmith?
Myers - Otimo. Eles são muito profissionais e simpáticos, completamente diferente daquele estereótipo de "bad boys". São muito positivos, vegetarianos, e isso não afetou a música deles.

Folha - Houve uma banda que não apareceu em Waynestock?
Myers - Sim. Os filmes tem um organização quase militar. Tínhamos dois dias para gravar as cenas com uma banda e todo mundo estava em turnê. Não podíamos pedir para cancelarem um show e decepcionarem 50.000 pessoas por causa do filme.

Folha - Qual dos filmes prefere?
Myers - O segundo é melhor. O primeiro fez sucesso, mas foi lançado sem a concorrência de outros lançamentos. O segundo foi sucesso durante o Natal, um período muito concorrido. O humor desse é melhor, mais agudo. (...)


05/02/94

Autor: MARCEL PLASSE
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-4
Edição: Nacional FEB 5, 1994
Seção: + TEEN
Legenda Foto: Eric Martin, vocalista do grupo Mr. Big, que fecha o show de hoje do M2.000, no Gonzaga, em Santos
Crédito Foto: Divulgação
Observações: COM SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: ENTREVISTA


Mr. Big fecha noite do M2.000 Concerts
Eric Martin, vocalista do grupo, confessa que não conhece a música de seus companheiros de festival
MARCEL PLASSE
Free-lance para a Folha

Folha - Prontos para enfrentar o calor tropical?
Eric Martin – Já estive em países e praias tropicais antes, mas nunca experimentei 40 graus. A gente já abriu para bandas como Aerosmith, Scorpions e Rush, tocando em lugares gigantes, mas nunca foi o headliner num show gigante. Então, faça chuva ou 40 graus, não vejo a hora de tocar. (...)

(...) Folha – Você costuma se dar bem com as bandas com que excursiona?
Eric – Tive uma grande experiência com Aerosmith. Os caras tocavam "Walk This Way" quando eu estava no colegial, e adorei poder vê-los tocar as canções que estavam em todos os jukebox do país por diversas noites. E Steven Tyler veio me dizer: "Ei, cara, você tem uma grande voz". Sabe, me fez pensar "Como eu posso ser importante para ele?". Foi demais. (...)


10/07/94

Editoria: MAIS Página: 6-14
Edição: Nacional JUL 10, 1994
Seção: CIÊNCIA


PRIMEIRA MÃO
Se você quiser dançar ao som da última música do grupo Aerosmith, desligue o rádio e ligue o computador. A música "Head First" só está à disposição dos usuários do serviço de computador CompuServe. Primeiro é preciso carregar através da linha telefônica um arquivo com o som digitalizado e depois fazer o computador tocar o arquivo. É a primeira vez que uma música é lançada através de um serviço eletrônico com qualidade própria para a difusão em rede.


27/07/94

Autor: MARINA MORAES
Editoria: INFORMÁTICA Página: 6-2
Edição: Nacional JUL 27, 1994
Seção: NETWORK
Vinheta: LINHA DIRETA


Estúdio usa rede para divulgar 'Rei Leão'
MARINA MORAES
Especial para a Folha, de Nova York

(...) Por enquanto, como no caso do "Rei Leão", o sistema deverá ser utilizado basicamente para criar a "bola de neve" promocional. A Geffen Records está oferecendo via Compuserve uma música inteira do último disco da banda Aerosmith. A música ocupa 4,3 Mbytes de memória e leva de 60 a 90 minutos para ser "descarregada".
Aqui, o pessoal do Aerosmith abriu mão dos direitos autorais e a Compuserve não cobra nada pelo tempo de conexão. A aposta é que depois de ouvir a música os infomaníacos vão correr às lojas para comprar o disco do grupo.


10/09/94

Autor: NOELLY RUSSO
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-4
Edição: Nacional SEP 10, 1994
Seção: ATITUDE
Legenda Foto: O grupo de rap feminino Salt'N'Pepa, na noite do VMA's; Madonna entrega prêmio de melhor clip para o Aerosmith
Crédito Foto: Fotos France Presse
Observações: COM SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: MÚSICA; PRÊMIO; VÍDEO


"Cryin' " do Aerosmith é eleito o melhor clip do ano
NOELLY RUSSO
Enviada especial a Nova York

O melhor vídeo do ano é "Cryin' " do grupo norte-americano Aerosmith. A opinião é dos jurados e do público que votaram no Video Music Awards da MTV. O VMA's existe há 11 anos, criado para premiar clipes das principais músicas dos grupos pop.
Há cerca de quatro anos, o VMA's passou a ser mais prestigiado entre os artistas e hoje já compete em glamour e charme com o Grammy, considerado o Oscar da música norte-americana.

A importância do prêmio cresceu na medida em que a própria MTV deixou de ser um fenômeno tipicamernte norte-americano para se espalhar pelo mundo.

Há premiação para bandas de todos os lugares onde a MTV está instalada: Brasil, América Latina, Europa, Ásia e Japão.

Os prêmios de ontem foram entregues no Radio City Music Hall em Nova York, onde se reuniram 5.000 pessoas (lotação máxima da casa). Entre os presentes na entrega do Astronauta de Prata, símbolo do VMA's, estavam Michael Jackson e a mulher Lisa Presley, os Rolling Stones e Madonna.

Jackson foi o primeiro artista a aparecer no palco. Entrou de mãos dadas com a mulher. Não cantou nem dançou. Só disse que estava muito feliz de estar ali e aproveitou para dar um agarrão rápido em Lisa na frente dos telespectadores de 50 países. Acenou para o público e foi embora. A aparição durou exatos 27 segundos.

O Aerosmith levou, ainda, os prêmios de melhor vídeo de grupo e melhor vídeo escolhido pelo público. A grande sensação da noite foi o grupo de rap feminino Salt'N'Pepa. Levou três prêmios com a música "Whatta Man": melhor vídeo de dança, melhor coreografia e melhor vídeo de rhythm'n'blues. As garotas do grupo fizeram uma apresentação impecável no Radio City Music Hall. Saíram aplaudiudas de pé.

A melhor apresentação foi a dos veteraníssimos Rolling Stones –que com duas músicas arrebataram as atenções. Foi o grupo mais aplaudido e o único que conseguiu fazer as pessoas levantarem da cadeira. O maior vexame foi do grupo Smashing Pumpkins. O vocalista arrebentou uma corda da guitarra, desafinou e saiu do palco esbravejando.


21/11/94

Autor: DANIELA ROCHA
Editoria: FOLHATEEN Página: 6-4
Edição: Nacional NOV 21, 1994
Legenda Foto: A americana Liv Tyler, 17, atriz, modelo e filha de pop star
Crédito Foto: Divulgação
Observações: COM SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: LIV TYLER/MODELO/; ENTREVISTA


Aos 17, Liv Tyler se prepara para o 3º filme
DANIELA ROCHA
De Nova York

Liv Tyler, 17, é um dos jovens talentos que de cara chamam atenção da mídia e do público. Filha do vocalista da banda Aerosmith, Steven Tyler, Liv faz parte da geração saudável, informada sobre Aids e determinada a seguir uma carreira que já está decolando.
Aos 14, começou a fazer fotos como modelo, o que a obrigou a diminuir o ritmo dos estudos. "Na época, eu era apenas uma criança", diz. Hoje, ela se dedica a ser uma atriz. Sua estréia em grande produção aconteceu em outubro, nos EUA, no filme "Silent Fall", atuando ao lado de Richard Dreyfuss, sob direção de Bruce Beresford.

Liv já fez outro filme, "Heavy", no qual faz o papel da namorada de Evan Dando (vocalista e guitarrista da banda Lemonheads). Seu próximo projeto é participar do filme "Empire", que se passa em um dia e "é um filme sobre rock'n'roll". No ano passado, participou da gravação do clipe da música "Crazy", de Aerosmith.

Folha – Como foi a sua estréia como atriz em uma produção grande como "Silent Fall"?
Liv Tyler – Assisti ao filme só uma vez. Fiquei realmente assustada com tudo o que estava me acontecendo ao me ver atuando.

Folha – Que tipo de preparação você fez para assumir o papel?
Liv – Como o filme envolve o tema do autismo, estudei e discuti muito sobre isso com o elenco e direção. Gostaria de ter tido mais tempo de discussão, porque pensei que soubesse o que fosse autismo, mas na verdade é uma questão muito mais complicada do que imaginava.

Folha – Por que você decidiu se tornar uma atriz?
Liv – Foi na verdade algo que percebi que era capaz de fazer, que me sentia bem fazendo. Apesar de ser uma rotina agitada, nunca me senti pressionada. É realmente um ambiente que gosto de trabalhar e estou me dedicando ao máximo para continuar aqui.

Folha – Como é sua relação com seu pai? Existe algum choque de gerações entre vocês?
Liv – Minha relação com meu pai é boa, conversamos sobre tudo abertamente. Pertencemos a diferentes gerações, mas ele é o tipo de pessoa que fez questão de alertar sobre drogas e Aids.
Acho que faço parte de uma geração que tem todas as informações necessárias para encontrar rapidamente o que quer e conseguir realizar o que quer –porque é apenas uma questão de escolha. É bem diferente da geração do meu pai, que tinha que experimentar de tudo para então decidir o que queria.

Folha – Em algum momento você pensou em ser cantora, por influência do seu pai?
Liv – Sim, se não fosse atriz, acho que seria cantora porque sempre adorei cantar. Adoro música. Adoro Aerosmith, Led Zeppelin, Jimmy Hendrix. Gosto também da Courtney Love. E até dos clássicos.

Folha – Você parou de estudar?
Liv – Não, mas como no ano passado fiz dois filmes e não consegui me dedicar à escola. Então conclui a oitava série no ano passado, fiz o primeiro colegial em curso intensivo durante o verão e agora estou no segundo colegial.


05/12/94

Autor: LUIZ ANTÔNIO RYFF
Editoria: FOLHATEEN Página: 6-5
Edição: Nacional DEC 5, 1994
Legenda Foto: O grupo Testament, que está tendo um vídeo de 1991 e um CD de 1994 lançados no país
Crédito Foto: Divulgação
Chapéu: PAULEIRA


Vídeo do Testament mistura o som pesado a cenas hilariantes
LUIZ ANTÔNIO RYFF
Da Reportagem Local

(...)Nos fim há alguns clipes. O destaque é o cover de "Nobody's Fault" do Aerosmith.(...)


26/12/94

Autor: LUIZ ANTÔNIO RYFF
Editoria: ILUSTRADA Página: 5-4
Edição: Nacional DEC 26, 1994
Legenda Foto: Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, durante show da banda no estádio do Morumbi
Crédito Foto: Paulo Giandália - 15.jan.94
Assuntos Principais: MÚSICA; GRUPO; ESTADOS UNIDOS; AEROSMITH; ROCK; DISCO; LANÇAMENTO


Coletânea comprova vigor do Aerosmith
Compilação dos últimos três discos do grupo norte-americano mostra sucessos feitos depois do retorno à ativa
LUIZ ANTÔNIO RYFF
Da Reportagem Local

O Aerosmith conseguiu uma proeza. Criado no início dos anos 70, o grupo norte-americano passou um período no estaleiro na década seguinte e voltou alguns anos depois com um trabalho que manteve a popularidade e a qualidade.

O hard-rock da banda atingiu o apogeu com os discos "Toys in The Attic" (75) e "Rocks" (76). O vocalista Steven Tyler e o guitarrista Joe Perry se afundaram nas drogas. Ganharam o apelido de "toxic twins" –um tanto pela dependência química e outro tanto pela semelhança com a dupla Mick Jagger e Keith Richards, os "glimmer twins".

O som do grupo foi perdendo o vigor. O Aerosmith perdeu o rumo com a saída de Perry e do outro guitarrista, Brad Whitford, na virada da década. "Rock In a Hard Place" (82) com Jimmy Crespo e Rick Dufay nas guitarras é o fim melancólico do período.

O grupo renasce ao ser convidado pelo grupo de rap Run-DMC para participar do clipe de "Walk this Way" (86) –velho sucesso do Aerosmith. Com o sucesso, a banda volta com a formação original: Tyler, Perry, Whitford, Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria).

O grupo aprendeu rapidamente a usar a linguagem do vídeo para conquistar o público teen.

O Aerosmith caiu nas graças da moçada. Foi o grande vencedor do VMA (Video Music Awards) desse ano. Abiscoitando três prêmios –incluindo o melhor clipe por "Cryin"'. Além de ser o grupo com o maior número de indicações para o prêmio até hoje: 28.

O retorno do Aerosmith à ativa, em 87, rendeu três bons discos: "Permanent Vacation" (87), "Pump" (89) e "Get a Grip" (93). Essa fase é resumida na coletânea "Big Ones", um amontoado de hits que retrata bem a volta por cima do grupo.

Há desde baladas melosas, como "Angie" –o primeiro sucesso da nova fase– até a pesada "Eat The Rich", do último disco.
Todos os hits mais recentes da banda estão entre as 16 faixas do disco. É o caso de "Janie's Got a Gun" e "Cryin"'.

Algumas besteiras, como "Love in an Elevator" também estão no disco. Afinal, o critério de inclusão em "Big Ones" foi o sucesso alcançado pelas músicas.

Isso explica que algumas pérolas tenham ficado de fora. Como a versão porrada de "I'm Down" (Beatles).

O disco traz as faixas inéditas "Walk On Water" e "Blind Man" e uma versão ao vivo "Dude (Looks Like a Lady)". Além de uma música que fez parte do disco "The Beavis And Butt-Head Experience" ("Deuces Are Wild").

Essas três em estúdio estão abaixo da média do disco. Mas a versão ao vivo de "Dude..." mostra que o grupo é ainda melhor em cima de um palco do que trancado em estúdio.

Nenhum dos integrantes do Aerosmith é um virtuose e o grupo compensa as limitações técnicas com muito peso e energia nas apresentações ao vivo. Uma vitalidade impressionante para um grupo cujos integrantes estão esbarrando nos 50. Quem esteve no último Hollywood Rock certamente se lembra. Aliás, já está na hora de eles lançarem mais um disco ao vivo.

Disco: Big Ones
Grupo: Aerosmith
Gravadora: BMG Ariola
Quanto: R$ 18 (o CD, em média)

Bá :: 1:30 AM
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15/01/2004

HOLLYWOOD ROCK 1994 - parte 1
YEEEEESSSSS!!! Achei matérias no site do jornal O Estado de São Paulo da época do Hollywood Rock de 1994!

Eu ainda estou separando mais reportagens/entrevistas dessa época pra pôr aqui. Espero achar fotos também. ^^ (o próximo post vai ser com as coisas que saíram na Folha de São Paulo, mas lá não tem fotos nos arquivos... shit!) Todos os posts referentes ao HR94 vão ser no mesmo esquema que esse aqui:

-Vou colocar as reportagens inteiras, mas quando a matéria não for inteira sobre Aerosmith vou destacar as partes deles (em negrito).
-Clicando nos títulos da matéria, chega-se à página original no site. ^^
-As matérias estão em ordem cronológica: primeiro as mais antigas, depois as mais "recentes" (entre aspas porque é tudo coisa velha)

Ah, se eu achar mais coisas no Estadão eu vou editar este post aqui mesmo e adicionar os artigos que por ventura eu possa encontrar, mas eu aviso no post do dia se modifiquei alguma coisa. O mesmo vale para todos os posts sobre o HR94.

Hollywood Rock abandona novidades para escalar dinossauros
(10/11/1993)

Rio, 10 (AE) - O elenco da quinta edição do Hollywood Rock, anunciado na noite desta terça-feira (9), mostrou que o festival está recolhendo as garras: saem novidade e transgressão, entram "big business" e tradição. As atrações principais para janeiro de 94, no Morumbi e na Praça da Apoteose, são conhecidos velhos de guerra: Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin; Aerosmith, dinossauro do rock pesado reminiscente dos anos 70; e Whitney Houston, estrela pop em alta desde que a canção I'll Always Love You, da trilha do filme O Guarda-Costas, estourou nas paradas internacionais. Completam a seleção internacional os novatos Poison, metal da Califórnia, Ugly Kid Joe, rock de bermudas da Virgínia, e Live, banda da Pensilvania que até já esteve no Brasil, mas ninguém soube. O elenco nacional prima também pelo convencional: Jorge Benjor, Fernanda Abreu, Titãs (no Hollywood Rock pela terceira vez) e Skank, a única novidade, mas não tão nova.

Não que a seleção seja ruim. Mas o evento tinha como norma, desde sua estréia em 89, ratificar tendências internacionais: era quase possível, para quem acompanha o cenário pop, intuir que este ou aquele grupo estariam aqui na edição seguinte do festival. A de 93, com Nirvana e Red Hot Chilli Peppers, coroava as mais ansiosas espectativas. Era de se esperar que pelo menos o Pearl Jam viesse em 94. Mas os rapazes de Seattle disseram que não tocam em festival patrocinado por marca de cigarros. O mesmo mandou dizer Neil Young, o dinossauro mais reverenciado da atualidade. Jogando com um time mais convencional, o Hollywood Rock amplia a faixa de público - como confessou Paulo Rosa, diretor artístico do festival e da Promoter.

O quinto Hollywood Rock acontece primeiro no Morumbi, dias 14, 15 e 16 de janeiro; na semana seguinte, de 21 a 23 de janeiro, instala-se na Apoteose. Os espetáculos devem começar às 20 horas, sendo que o segundo de cada série talvez comece mais cedo - a segunda noite tem quatro grupos. Preços e locais de vendas de ingressos ainda serão divulgados. As vendas devem começar no início de dezembro. "O festival custa mais caro do que Madonna e Michal Jackson somados", disse Andrew Colchin, gerente de marketing da Souza Cruz, sem revelar cifras.

A primeira noite (as noites são iguais em São Paulo e no Rio) é dedicada à turma do som bem alto: Titãs, Poison e Aerosmtih. A segunda tem Skank, Live, Ugly Kid Joe e Robert Plant. A terceira aposta no pop: Fernanda Abreu, Jorge Benjor e Whitney Houston.

7ª edição do Hollywood Rock começa amanhã
(13/01/1994)

São Paulo, 13 (AE) - Começa amanhã (14), às 20 horas, em São Paulo, a 7ª edição do Hollywood Rock, o mais portentoso festival de rock realizado anualmente no País. Até domingo, 11 atrações se revezam no palco. São Paulo já está cheia de estrelas do rock. "Nós sabemos que temos público no Brasil, especialmente jovens, o que é ótimo, pois eles estão desde cedo sendo infectados com rock and roll", afirmou Brad Whitford, guitarrista do Aerosmith, que chegou hoje às 11 horas.

O vocalista Steve Tyler e o guitarrita Joe Perry fizeram caretas para fotos, deram autógrafos e levantaram até os fãs mais desavisados. "A maioria das meninas está aqui só pela confusão, aquela ali me pediu para mostrar a foto do Steve porque nem sabia como ele é", reclamava Daniela Micheleto, de 17 anos, que estava no aeroporto de Cumbica desde às 7 horas.


Os Titãs, que dão o pontapé inicial no festival, chegaram dispostos a apagar a má imagem deixada no último Hollywood Rock. "Se tocarmos só músicas inéditas tem gente que malha. Se formos no seguro, outros vão malhar também. Resolvemos fazer um balanço, para equilibrar", diz Tony Belotto. O resultado do "balanço" são oito músicas do disco Titanomaquia (o primeiro sem Arnaldo Antunes) e doze antigas (como Polícia, Marvin e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas).

Os cabeludos do Poison chegaram reafirmando sua opção pela cosmética. Na coletiva à inprensa prometeram visual novo e "roupas especiais" no palco. O vocalista e candidato a sex symbol Brett Michaels anunciou que está no momento "sem namorada". A banda apresentou seu novo guitarrista, Blues Sarraceno, que dizem ter mais "punch" que o anterior, Ritchie Kotzen. Vindos de um show na Argentina - "um arraso" - se dizem contaminados pela receptividade do público latino e prometem tocar músicas do disco que gravarão ainda este ano.

Quem não comprou ingresso para o festival ainda tem tempo. Até hoje, tinham sido vendidos 53% dos bilhetes. A organização do Hollywood Rock espera entre 55 e 60 mil pessoas para o show de abertura, no qual estarão trabalhando um exército de 5.000 pessoas e 1.800 policiais militares. A segunda noite, que tem Sepultura e Robert Plant, é a que está sendo mais procurada.

Hard rock do Aerosmith promete agitar Hollywood Rock
(13/01/1994)

São Paulo, 13 (AE) - Pouca gente diz que nunca ouviu falar no Aerosmith, uma das mais emblemáticas bandas de hard rock de todos os tempos e atração do Hollywood Rock, que começa amanhã (13) em São Paulo. Desde 1970, quando surgiram em New Hampshire, até hoje, eles influenciaram toda uma geração com seu estilo agressivo enraizado no blues e no rhytm'n'blues. Hoje, vivem um segundo descobrimento e os antigos fãs consideram que eles nasceram de novo.

Em 1979, a banda entrou em choque. Começou a debandada. O guitarrista Brad Whitford saiu para fundar a Whitford-St. Joe Perry também caiu fora para a entrada de Jimmy Crespo, que veio da New York Band Flame. Em 1983, o vocalista Steven Tyler, hoje com 46 anos, sofreu um acidente de moto e ficou um ano de molho. O Aerosmith deixou de ser o mesmo e seus inúmeros clones os estavam deixando para trás. Mas em fevereiro de 1984, Perry e Whitford entraram em acordo com Tyler. Reataram e, em março, a formação original voltou a se reunir e anunciou sua intenção de fazer uma turnê pelos EUA.

Tudo acabou se normalizando em nome da sobrevivência e eles gravaram Done With Mirrors pela Geffen Records. Em 1989, eles já eram lendas vivas e podiam se dar ao luxo de viver de juros e dividendos. Doaram instrumentos para o "Aerosmithsonian" (apelido dado a um bar de Boston. Em novembro de 1989, pintou a primeira excursão européia em 12 anos, tour muito festejado por fãs de todo tipo.

Em 1990, convidados do programa Saturday Night Live, da rede NBC, fizeram uma ponta cantando o tema de abertura do quadro Wayne's World, com Mike Myers e Dana Carvey - e a revista Rolling Stone os elegeu a melhor banda de heavy metal. Foi o renascimento para a crítica, que os considerava espécie em extinção. Daí em diante, foram shows com Metallica, Black Crowes, Whitesnake, Poison, Thunder e Warrant. O ano de 1991 confirmou a boa fase: ganharam quatro prêmios no 18º American Music Awards e tiveram a melhor performance de rock pela crítica do Grammy.

Robert Plant garante: não vai tocar músicas do Led Zepelin
(14/01/1994)

São Paulo, 14 (AE) - Em entrevista coletiva na tarde de hoje, Robert Plant, ex-vocalista do legendário Led Zepelin, afirmou que no show que fecha o Hollywood Rock amanhã (15) vai tocar de tudo, menos os sucessos do Led Zeppelin. "Eu respeito muito o passado, mas o problema é que eu esqueço as letras", ironizou. Frente à insistência dos jornalistas, Plant concedeu um "talvez", reiterando, no entanto: "Stairway to Heaven, de jeito nenhum".

Plant fez questão também de negar a possibilidade de reunião da banda emblemática dos anos 70, dizendo que hoje está interessado num som para entretenimento. Bem humorado e respondendo à maioria das perguntas com brincadeiras, Plant não quis esclarecer o motivo do cancelamento da sua vinda ao País, em 1991: "Não foi só por causa do cólera, mas também porque meu guitarrista estava com prisão de ventre", brincou. Outra piada foi a sua fórmula para atingir o sucesso: "Faço questão de manter a minha vida privada em segredo e não me misturo com Rod Stewart".

Plant começou a falar sério quando mencionou suas influências musicais. Afirmou que gosta de ritmos latinos, mas não os incorpora na sua criação: "Meu coração pertence ao blues", disse. O cantor afirmou também que hoje acompanha de perto a música feita no norte da África, que teria um som "parecido em espírito com o blues original". Robert Plant apresentou os músicos da sua banda e os apontou como os verdadeiros responsáveis pela qualidade do seu som.

Os integrantes do Aerosmith deram uma entrevista em seguida. Comentaram a censura em seu país à capa de seu último disco, Get a Grip, que mostra as tetas de uma vaca. "No fundo foi boa publicidade", disse o guitarrista Joe Perry. "A censura não tem senso de humor".

Outra atração da noite de amanhã (15), o Live, afirmou não estar espantado por tocar para o maior público que já teve na vida. Rebatendo as afirmações de Igor Cavalera, que declarou que os fãs do Sepultura não deixariam o grupo tocar, a banda afirmou: "Nós vamos tocar normalmente, porque é tudo rock and roll". O grupo também declarou-se fã de "gangsta rap", o gênero que tem as letras mais violentas, como Snoop Doggy Dog, o maior astro do estilo hoje.

Os integrantes do grupo californiano Ugly Kid Joe, que têm a difícil tarefa de subir no palco depois do show do Sepultura e anteceder o de Robert Plant, mostraram-se bem-humorados na entrevista coletiva de ontem (13). Em tom de brincadeira, o líder da banda, Whitfield Crane, disse que queria aproveitar sua estada no Brasil para "voar de asa delta, jogar futebol, ir à Amazônia, conhecer a maior quantidade possível de p... e consumir toda a cocaína que puder encontrar".


Bá :: 3:27 AM
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12/01/2004

Flaming Moe's

Ahh!!! Eu adoro Simpsons! Lá embaixo, alguns screenshots que eu fiz (infelizmente no video que eu tenho aqui no pc não tem a parte que o Steven grita "Hello St. Louis!" e o Joe corrige: "Huh...It's Springfield, Steven" ).

Em resumo, a história do episódio é assim: O Homer vai beber na Taverna do Moe, que tá meio caída. Aí o Homer mostra pro Moe uma bebida que ele inventou, o "Homer Flamejante" (Flaming Homer), quando estava chateado, tendo de assistir a slides de férias das irmãs da Marge. A bebida consiste em misturar um monte de bebidas alcoólicas e xarope de tosse infantil do Palhaço Krusty, botar fogo na bebida, apagar e beber. O Moe acaba roubando a receita e a rebatiza de "Moe Flamejante" (Flaming Moe). A bebida se torna sucesso, a taverna prospera e é rebatizada como "Flaming Moe's", em homenagem à bebida. Pessoas famosas começam a freqüentar o Flaming Moe's, entre eles o Palhaço Krusty e o Aerosmith. O Homer fica magoado por ter tido a receita roubada pelo Moe (que está ficando rico graças à receita). Enquanto isso, o Moe recebe uma proposta milionária para vender a receita a uma grande empresa e resiste. Então a empresa começa a fazer exames para descobrir quais ingredientes compõem a bebida, mas não conseguem descobrir um dos ingredientes. Quando o Moe, convencido pela sua nova garçonete (e amante), decide vender a bebida e está para assinar o contrato, Homer aparece fora de si no bar e revela o ingrediente secreto: xarope para tosse infantil. O representante da empresa então rasga o contrato e a tal empresa passa a vender o "Moe Flamejante" em todas as esquinas, acabando com o negócio do Moe. Entretanto, Homer e Moe voltam a ser amigos.

No Rock This Way tem o transcript do episódio e algumas figuras da banda à la simpsons. No meio do eísódio há um "clipe" com o Tema do Flamming Moe's, e o Aerosmith aparece (com o Steven jogando na "máquina do amor", e lá ele recebe a pontuação máxima, que era algo como "Você é um Casanova", sendo observado pelos outros caras da banda). Quando eu lembrar e não estiver com preguiça, eu faço o transcript da versão dublada do episódio. A letra do tema do Flaming Moe's está abaixo:

Flaming Moe's Theme

When the weight of the world has got you down
And you want to end your life.
Bills to pay, a dead-end job
And problems with your wife.

But don't throw in the tow'l
'Cuz there's a place right down the block
Where you can drink your misery away...

At Flaming Moe's...
(Let's all go to Flaming Moe's... Let's all go to Flaming Moe's...)
When liquor in a mug
Can warm you like a hug. (Flaming Moe's...)
And happiness is just a Flaming Moe away...
Happiness is just a Flaming Moe away...






Bá :: 3:49 PM
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#1

O Joe Perry participou da música "#1", do Nelly (eu, particularmente não gosto das músicas do Nelly) qua faz parte da trilha sonora do filme "dia de Treinamento", e também do clipe. Abaixo, screenshots do Joe no vídeo e a letra.

#1

Uh uh uh
I just gotta bring it to they attention dirty
That's all....

You better watch who you talking bout runnin your mouth
Like you know me you gonna fuck around and check
Why they surely they call me "show me"
Why one-on-one you can't hold me if your last name was Haynes
Only way you wear me out is stretch my name on your pen

No resident of France but you swear I'm from Paris
106 Karats told em "Naw that's pure rich"
Trying to compurr (compare) this my chain to your chain
I'm like sprint and Motorola no service, out of your range

Your out of your brains thinking I'ma shout out your name
You gotta come up with better ways than that to catch your fame
Only pressure you applying is time to ease off
Before I hit you from the blind side taking your sleeves off

As much as we's lost still hard to please boss
Don't be lying and crying sucking the bezel loss
Cause your ass is wack uour whole lable is wack
And matter fact eh eh eh eh eh hear that

I-Am-number one
No matter if you like it ready take this sit down and write it
I-Am-number one
Hey hey hey hey hey hey now let me ask you man...
What does it take to be number one?
Two is not a winner and 3 nobody remembers (hey)
What does it take to be number one? Hey hey hey hey

Do you like it when I shake it for ya?
Daddy? Move it all around?
Let you get a peep before it touches the ground?

Hell yeah Ma I'm in a girl that's willing to learn
Willing to get in the driver's seat willing to turn
And not concerned about that he say, she say, did he say, what I think he said?
Squash that he probably got that off E-bay or some Internet access
Some website chat line mad cause I got mine
Ooh don't wind up on the flatline

Oh if my uncle could see me know
If he could see how many rappers wanna be me now
Straight emulating my style right to the "down down"
Can he bout to score now better wait till they calm down

I got hella shorty's coming askin me "Yo where the party?"
Oh lordy till I continue to act naughty
Mixing cris at the party got me banging fo sho
I'm not a man of many words but there's one thing I know

I-Am-number one
No matter if you like it ready take this sit down and write it
I-Am-number one
Hey hey hey hey hey hey now let me ask you man...
What does it take to be number one?
Two is not a winner and 3 nobody remembers (hey)
What does it take to be number one? Hey hey hey hey

Hey yo I'm tired of people judging what's real Hip-Hop
Half the time you be them niggas who's fuckin album flop
(You know) Boat done sank and it aint left the dock
(Cmon!) Mad cause I'm hot (he just) mad cause he not

You aint gotta gimme my props just gimme the yachts
Gimme my rocks keep my fans coming in flocks
Till you top the Superbowl keep your mouth on lock
Shhhhh I'm awake ha ha

I'm cocky on the mic but I'm humble in real life
Taking nothing for granted blessing errthing on my life
Trying to see a new light at the top of the roof
Baby aint not single but I speak the truth
I heat the booth Nelly acting so uncouth

Top down shirt off in the coupe
Spreading the loot with my
Family and friends and my
Closest to kin and I
Do it again if it means I'ma win
Dirty I am

I-Am-number one
No matter if you like it ready take this sit down and write it
I-Am-number one
Hey hey hey hey hey hey now let me ask you man...
What does it take to be number one?
Two is not a winner and 3 nobody remembers (hey)
What does it take to be number one? Hey hey hey hey

(repeat to fade)







Bá :: 3:47 PM
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